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Objetiva, Spencer & Nu

Maui - Hawaii

Tem alguns posts que eu venho planejando e que todos já viram, mas que eu quero fazer o meu registro. O primeiro é sobre o fotógrafo nova iorquino, Spencer Tunick, que desde 1992 documenta multidões nuas. Seus figurantes são voluntários que posam em lugares públicos do mundo inteiro (o que inclui o Brasil).

No Brasil, em 2002 ele conseguiu reunir no Ibirapuera, 1.500 pessoas para participar de sua foto. Bom, se tirar a roupa em público é coisa de louco, realmente o mundo tem muita gente louca: no México, ele reunio 18.000 voluntários. Voluntários! 18.000 loucos para tirar a roupa em plena praça central “La Constituición”.

É natural você desfilar no carnaval de porpurina e fil dental (o que no meu ponto de vista é muito mais banal), já que responde a molduras e rituais, mas a nudez como arte, que é tão antiga quanto a própria arte, sempre foi reprimida e me assusta ver que hoje não mudou muita coisa.

Já tive um sonho em que eu andava nua, mas eu num tinha a consciência disso. E eu andava normalmente, e todos me olhavam, mas eu num sabia o porque. O interessante é que ninguém me olhava com olhar erótico, era apenas um olhar de estranhamento e em certo momento queriam me agredir, porque eu estava agredindo a todos andando nua. Sigmund Freud, disse que o desejo de nu em público é comum a todos os homens. Existe uma ligação com a vergonha e fragilidade, que está no medo do julgamento do outro, mas também está ligada a expressão de orgulho, desafio ou liberdade.

Eu adoro essa idéia e queria muito participar do projeto (sim! Eu já me inscrevi como voluntária no site do Spencer! haha). Eu acho linda a manifestação com o princípio de que a nudez é natural, também nos mostra como homens, frágeis e parte da natureza. Será que os voluntários pensam assim ou é mais curiosidade?

Museu Frida Kahlo

Aletsch - Greenpeace

Montauk - 2009

Sydney - Australia - 2010

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