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The Acrobat Sublime

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Quem me conhece sabe que eu amo nudismo, para mim é extremamente natural e belo quando feito naturalmente e visto sem a conotação sexual. Já postei sobre o Spencer, mas depois dele me apaixonei (e me apaixonei em dobro) pelo projeto “Private Acts: The Acrobat Sublime” do fotógrafo Acey Harper.

As imagens são extremamente delicadas e sedutoras. É pura poesia! Mostram a habilidade e equilíbrio de acrobatas em diversos ambientes. Quase parece irreal, mas para provar que não é feitiçaria, Harper apresenta as imagens sem photoshop.

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Before They Pass Away

destaque
Before they pass away, que significa mais ou menos “antes que eles desapareçam”, tem como objetivo criar documentos fotográficos que resistam ao tempo e eternizem tribos do mundo inteiro que correm o risco de desaparacer com as ameaçadas geradas pelo progresso do homem ocidental.

Jimmy Nelson nasceu em Stevenoaks e para o projeto visitou 44 países, em todos os cinco continentes, desde 2009. Entre os lugares que esteve estão florestas, ilhas, montanhas, campos de gelo, rios e vales.

É um dos projetos fotográficos mais emocionantes que eu já vi, não apenas pela beleza das imagens, mas por seu significado e a reflexão que ele nos remete. Cada registro é mais que do que um retrato, é uma testemunha da natureza e tradições dessas tribos. Sobre o projeto, Jimmy diz: “eu queria criar um documento fotográfico estético ambicioso que resistisse ao teste do tempo. Um corpo de trabalho que seria um registro etnográfico insubstituível de um mundo desaparecendo rapidamente. Retratos elegantes e evocativos, criados com uma câmera. Mostrar uma vista extraordinária sobre a vida emocional e espiritual dos últimos povos indígenas do mundo. Ao mesmo tempo, seria glorificar sua variável e única criatividade cultural, com os rostos pintados, corpos escarificados, jóias, penteados, línguas e rituais extravagantes”.

Para conquistar as fotos não é tão simples. Exigiu do fotografo uma grande vivencia entre as tribos e mesmo assim ele diz que para cada foto chegava a passar três horas, entre planejamento e execução.

Vale a pena acessar o site do projeto. As outras fotos e depoimentos são belíssimos, como o depoimento dos Maoris: “My language is my awakening, my language is the window to my soul” (“minha língua é meu despertar, a minha língua é a janela para a minha alma”).

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Objetiva, Spencer & Nu

Maui - Hawaii

Tem alguns posts que eu venho planejando e que todos já viram, mas que eu quero fazer o meu registro. O primeiro é sobre o fotógrafo nova iorquino, Spencer Tunick, que desde 1992 documenta multidões nuas. Seus figurantes são voluntários que posam em lugares públicos do mundo inteiro (o que inclui o Brasil).

No Brasil, em 2002 ele conseguiu reunir no Ibirapuera, 1.500 pessoas para participar de sua foto. Bom, se tirar a roupa em público é coisa de louco, realmente o mundo tem muita gente louca: no México, ele reunio 18.000 voluntários. Voluntários! 18.000 loucos para tirar a roupa em plena praça central “La Constituición”.

É natural você desfilar no carnaval de porpurina e fil dental (o que no meu ponto de vista é muito mais banal), já que responde a molduras e rituais, mas a nudez como arte, que é tão antiga quanto a própria arte, sempre foi reprimida e me assusta ver que hoje não mudou muita coisa.

Já tive um sonho em que eu andava nua, mas eu num tinha a consciência disso. E eu andava normalmente, e todos me olhavam, mas eu num sabia o porque. O interessante é que ninguém me olhava com olhar erótico, era apenas um olhar de estranhamento e em certo momento queriam me agredir, porque eu estava agredindo a todos andando nua. Sigmund Freud, disse que o desejo de nu em público é comum a todos os homens. Existe uma ligação com a vergonha e fragilidade, que está no medo do julgamento do outro, mas também está ligada a expressão de orgulho, desafio ou liberdade.

Eu adoro essa idéia e queria muito participar do projeto (sim! Eu já me inscrevi como voluntária no site do Spencer! haha). Eu acho linda a manifestação com o princípio de que a nudez é natural, também nos mostra como homens, frágeis e parte da natureza. Será que os voluntários pensam assim ou é mais curiosidade?

Museu Frida Kahlo

Aletsch - Greenpeace

Montauk - 2009

Sydney - Australia - 2010